Imagina se você estivesse em um lugar totalmente vazio espacialmente, não havendo observadores ou qualquer tipo de notoriedade? Se seu movimento e expressão comportamental, suas habilidades, tarefas diárias, trabalho, talentos, atitudes, forma de se portar e até de se vestir, cuidado pessoal, sotaque, fala, desejos e aspirações, trabalho não tivessem expectador algum, nenhuma receptividade afetiva de validação mínima, apenas o vácuo do vazio, faria sentido algum movimento? Você agiria? E pra quem agiria? Isso é o que chamo de O Homem não percebido.
Certamente todo movimento e expressão pessoal deriva, quase que em sua totalidade, da percepção e receptividade humana ou notoriedade. Quando nos abstemos do MEIO (Ambiente social ou exposição externa), adentramos em nosso próprio mundo, particular, autêntico, e ideologicamente alimentado por hábitos e preferências idiossincráticas . Como o Homem é um ser social e produto do meio, somos guiados por valores e comportamentos refletidos pelo fenômeno da imitação; principalmente de grupos ou indivíduos os quais tomamos como referencial e, passamos a ficar reféns do Desejo de aceitação inconsciente – Movimento de valor receptivo e percebido. E o que nos torna presos ou tendenciosos a essa inclinação natural de pertencimento e aceitação e validação do outro?
“O homem que não domina os seus impulsos e seus desejos, se torna escravo de quem se propõe a satisfazê-lo.” Gustave Le Bom.
A “Liga Social”, deriva do impulso e estado natural de bons níveis adequados hormonais, a Libido é um combustível que nos torna reféns da necessidade de socialização, maior vitalidade e ativação dos sentidos, sexualidade, sensibilidade sensorial, instinto de cuidado e proteção, maior drive para agir, espiritualidade e perpetuação da espécie, isso é a mais ampla totalidade do Eu animal biológico. Já a sua baixa, produz um apagamento energético, perca da LIGA Social, do interesse por estar entre as pessoas e participar do mundo externo – é o desligamento dos sentidos e inclinações primitivas e biológicas - Anedonia.
E o Ego? Sobre a proposição do Homem não percebido ou notado na menção acima, é o entendimento de que a chama acesa pela LIBIDO alimente o ego. Passamos a, em dias de subida hormonal ou dopaminérgica, a sermos guiados por esse NOVO estado que pode cegar a prudência, anestesiar a capacidade de crítica. O indivíduo passa a ficar refém desse estado e ceder ao animal instintivo e primitivo perdendo a moderação e se tornando, muitas vezes, impulsivo, e imprudente quanto as suas ideologias e universo particular.
A construção de uma Realidade ideológica parte da expansão de concepções, experiencias e conceitos de como viver a realidade particular. Adotar ideologias, hábitos comportamentos e dar-se ao conhecimento expande a experiência existencial.
"A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original". Albert Einstein
O controle do Ego é algo que deve ser trabalhado pois, ele é ativado geralmente de projeções e modelos comportamentais de valor. O mundo ou ambiente dita regras de consumo, sucesso, bem star pessoal e social. O indivíduo passa a ser condicionado por táticas de espelhamento e construção de valor. Ele é levado a construir senso próprio ou uma SELF de auto valor de acordo com o que conquista, consume, possui ou reflete no seu dia, relacionamentos, comportamento ou tomadas de decisões. E aqui faço a ligação entre o Ego e a Libido (Normalidade ou altas taxas hormonais). Esse estado biológico altera o freio Intelectual e comportamental, tornando bem mais difícil não ser levado pelo instinto.
Jonathon Roges 28/07/2026
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